
Um café de R$ 5 em um restaurante popular na Tailândia desencadeou uma polêmica nas redes sociais sobre a origem de peças vendidas pela grife brasileira de luxo Tania Bulhões, famosa no ramo de decoração, louças e perfumaria.
O caso começou em janeiro, quando a internauta Izadora Palmeira publicou no TikTok um vídeo relatando ter encontrado em um estabelecimento simples no país asiático uma xícara idêntica à da coleção Marquesa, comercializada pela marca. Uma louça semelhante é vendida no site oficial da loja no Brasil por R$ 210.
“Cheguei em casa [no Brasil], fui conferir a [xícara] que eu tinha e olhem: simplesmente a mesma, porém com o logo Tania Bulhões. Inacreditável, idêntica. Para quem paga uma fortuna, está aí”, disse ela, mostrando o objeto.
Um novo capítulo foi ao ar nas redes quando outra internauta, a influenciadora Isa Rangel, afirmou em um vídeo no Instagram que sua amiga, a nutricionista Juliana Scorsi, raspou a parte de baixo de seu pires original da coleção Camomila da Tania Bulhões e encontrou um logo indicando fabricação na Turquia.
“Você prefere comprar na Tânia Bulhões pagando R$ 210 reais em uma unidade de xícara que vem numa caixa bonita? Ou você prefere pagar passagem, estadia, a xícara e o conjunto inteiro lá na Turquia, voltar para casa e ainda ficar mais barato?”, afirmou Rangel. O vídeo dela já acumula 850 mil visualizações.
“A parte de baixo é muito pintada, parecia que tinha alguma coisa. Eu não teria coragem de raspar, mas meu marido quebrou o pires, então, fui olhar”, disse a nutricionista Juliana Scorsi à coluna. Ela afirma que comprou o produto no site da Tania Bulhões.
“Se a marca vai comprar do fornecedor, por que viria com o logo dele?”, questiona. “Entendo que pode não fazer sentido ter tudo 100% autoral, mas a empresa deveria deixar claro.”
“Me ajudem a encontrar uma boa desculpa para dar ao meu marido”, afirmou outra internauta, Bruna Demarchi, no Instagram, revelando que comprou os objetos com o dinheiro de seu cônjuge, acreditando que eram peças exclusivas.
A marca Tania Bulhões afirmou à coluna nesta terça (4) que um parceiro comercial vendeu, sem autorização, sobras defeituosas da coleção de xícaras Marquesa em mercados externos.
“Um de nossos parceiros, sem nossa autorização, vendeu no mercado local sobras de produção com defeito, algo que nunca esteve alinhado com os padrões da marca”, disse.
Quanto ao logo turco encontrado, a Tania Bulhões informou que avança na verticalização para depender menos de fornecedores. Há dois anos, adquiriu o controle acionário da Royal Limoges, fábrica francesa de porcelanas. Também iniciou a construção de uma fábrica própria em Uberaba (MG), sua cidade natal, onde será produzida toda porcelana que não vier da Royal Limoges.
A marca afirmou que, em coleções antigas, poderia ter tido “controle mais rigoroso sobre propriedade intelectual”.
Rangel também publicou um vídeo sugerindo que a coleção Marquesa teria aparecido na novela “Cordel Encantado” (Globo) em 2011, mas depois soube que a linha existe desde 2004. Ela afirma que pretende fazer novo vídeo com uma correção sobre a questão das datas. “Não fiz para viralizar, fiz para minhas seguidoras. Até me assustei”, diz.
BOSSA
O músico Wilson Simoninha, maestro do Acadêmicos do Baixo Augusta, comandou o ensaio do bloco em São Paulo, no domingo (2). O sócio-fundador do cortejo Ale Youssef e a apresentadora Rafa Brites marcaram presença. A bailarina Márcia Dailyn e o estilista Walério Araújo também passaram por lá.
com KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH